Concer Recebe Aditivo de R$ 750 Milhões do Governo

[Anna Paula Di Cicco – Diário de Petrópolis]

Segundo matéria publicada ontem pelo Valor Econômico, o governo assinou o primeiro dos bilionários aditivos contratuais em rodovias licitadas nos anos 90. Diante disso, o governo passa a ter a opção de arcar com as despesas das obras a serem realizadas pelas concessionárias das estradas. Este primeiro contrato foi firmado entre a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e a TPI (Triunfo Participações e Investimentos). A empresa administra a BR-040 no trecho entre Rio e Juiz de Fora, tendo como subsidiária a Concer.

Um dos lados positivos disso, para o motorista, é que o novo formato evitaria o aumento de pedágio ou postergação de contratos. Ainda segundo o Valor, a conta dos contratos que o governo pretende assinar pode passar de R$ 4 bilhões e, caso o governo não faça o pagamento pelos investimentos até o dia estabelecido em contrato, aí sim a empresa ganha (automaticamente) o direito de estender o prazo da concessão.

O contrato de concessão da com a Concer já previa a duplicação da Serra de Petrópolis, na ocasião sendo a obra calculada em R$ 250 milhões. No entanto, em 2012, com o projeto em mãos, chegou-se ao valor de R$ 750 milhões, triplicando o orçamento inicial. Dessa forma o governo entendeu a necessidade de tal aditivo e a concessão, que duraria 25 anos, agora poderá ser estendida em mais dez, finalizando apenas em 2031.

O reequilíbrio do contrato pode ser estabelecido através do fluxo de caixa marginal, como é chamada a remuneração que independe dos valores apontados no contrato original. Para isso será considerada uma taxa interna de retorno real e do projeto de 8,01%, além da indenização dos investimentos realizados. A Concer receberá também uma taxa de administração de 10,12% para os investimentos e mais 6,24% sobre investimentos indiretos.

Deputado Bernardo Rossi questiona a situação

O deputado relembra que nos últimos dois anos a ANTT não concedeu reajuste do pedágio como pleiteava a Concer por pressão da Alerj, vereadores, usuários e sociedade. Ele ainda diz que o não reajuste, somente, não atende os interesses do usuário.

– Estamos cobrando, inclusive com denúncia no Ministério Público Federal, que a empresa cumpra o contrato que prevê a nova pista de subida da Serra e a manutenção das pistas atuais. Também estamos reivindicando a redução do pedágio, hoje um dos mais caros do país e que penaliza absurdamente o petropolitano.

Através de nota, Bernardo Rossi ainda diz que ainda cobra definições sobre os prazos da nova pista, a fonte de custeio, as garantias de qualidade e que não haja prorrogação do prazo de concessão nem reajuste tarifário.

– O estudo de impacto urbano com a nova pista desembocando no Bingen também é essencial. A obra da nova pista é fundamental para Petrópolis, para a economia da cidade e ela precisa ser executada sem penalidades ao petropolitano que desde o início da concessão ainda não tive nenhum benefício que justificasse um pedágio a R$ 8.

Entramos em contato com a Concer, bem como com a ANTT, mas até o fechamento desta edição não obtivemos respostas.

http://www.diariodepetropolis.com.br/integra.aspx?e=16842&c=00007

Lançamento do Movimento Distritos de Petrópolis

Petrópolis, 06 de maio de 2014

Prezado Sr(a):

Temos a grande satisfação de convidar para o lançamento do

Movimento Distritos de Petrópolis

O movimento é uma ação conjunta das entidades da sociedade civil dos Distritos de Petrópolis em defesa dos distritos e dos cidadãos do município.

Na oportunidade será assinado pelas entidades participantes do movimento um Termo de Cooperação, contendo as “Diretrizes para Atuação Conjunta das Entidades da Sociedade Civil dos Distritos de Petrópolis”.

Data: 12 de maio de 2014, segunda-feira, às 19:00 hs.
Local: Arcadia Mall ( último andar).  Estrada União Indústria, 10.126 – Itaipava

Sua presença é extremamente importante para o Movimento e para os Distritos.

Atenciosamente,

UDAM_União Distrital das Associações de Moradores
NovAmosanta
Petrópolis Convention & Visitors Bureau
Projeto Araras
GAPA-MA Itaipava

Quem vai Administrar a Estrada União-indústria?

Com a decisão judicial, descrita na categoria UniãoIndústria desse blog, o DNIT ficou obrigado a retomar a administração da estrada, elaborando o projeto executivo da reforma e reconstrução do trechos entre o Retiro e Pedro do Rio, executando a obra e fazendo a administração e manutenção da estrada após a conclusão da obra.

Sob a alegação de que a estrada, a partir da inauguração da BR-040, deveria ser administrada pela Prefeitura Municipal de Petrópolis (PMP) o DNIT procurou a PMP e propôs duas alternativas:

  • (i) liberar para a PMP a quantia de R$ 60 milhões para que esta executasse a obra;
  • (ii) o DNIT realizaria a obra, em ambos os casos com a condição que a PMP assumisse a administração e manutenção da estrada.

Alegava ainda que o retorno da administração para o DNIT implicaria no  seu enquadramento às normas do departamento que incluiria, entre outros:

  • fiscalização pela Polícia Federal;
  • sinalização de rodovia;
  • eliminação de semáforos, redutores de velocidade e quebra-molas, marcação da faixa de domínio da União ( 15 metros a partir da lateral da pista asfaltada);
  • desapropriação e remoção das construções dentro dessas faixas, a não utilização das sugestões da PMP consideradas mais apropriadas para as interseções da estrada etc…

A PMP por seu turno, entendeu que a aludida  transferência de um bem da União teria que ser precedida de aprovação pelo Congresso Nacional e que não teria condições financeiras para suportar esse novo encargo.

Membros da sociedade civil procuraram o Ministério Público Federal, autor da ação contra o DNIT, em busca de uma possível conciliação entre as partes. O MPF se recusou a conversar com a PMP porque essa não fazia parte do processo.

Formado o impasse, a sociedade civil  assiste um problema burocrático impedir que o desenvolvimento de uma solução parcial de seus problemas de mobilidade urbana seja aplicado para o bem de todos.