Lideranças políticas e entidades (incluindo NovAmosanta) se unem em ato de repúdio ao aumento no pedágio

Lideranças políticas de Petrópolis, Paraíba do Sul e Areal, além de representantes de entidades como o Sindicato das Empresas do Comércio (Sicomércio) e a NovAmosanta, se uniram em um ato de repúdio ao aumento de 24.44%, que elevou de R$ 9,00 para R$ 11,20 a tarifa de pedágio da BR-040 no dia 21 de agosto.

O documento assinado por 18 autoridades em solenidade realizada na Câmara de Vereadores de Petrópolis, será encaminhado na próxima semana ao Ministério Público Federal e a Agencia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “A decisão da ANTT de aumentar abusivamente o valor da tarifa básica de pedágio é um ato de desrespeito à sociedade, em especial aos trabalhadores e estudantes que precisam utilizar diariamente a rodovia. Com certeza este aumento fará agravar a crise econômica enfrentada pela sociedade, que já paga pelo aumento de tantos outros produtos e serviços indispensáveis”, disse o presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Igor (PMDB). (continue lendo)


“É preciso também que a sociedade e as autoridades estejam unidas e cobrem providências quanto a possibilidade de prorrogação do contrato da Concer. Estamos hoje sob o risco de prorrogação, caso haja atraso no repasse de recursos federais para a construção da nova pista de subida da serra. Estou certo de que se houvesse uma licitação, assim como aconteceu na ponte Rio-Niterói, teríamos um valor de tarifa muito menor. É do esforço conjunto que vamos conseguir chegar a medidas concretas”, declarou o representante (diretor) da NovAmosanta, Jorge de Button.

Ver matéria:
http://diariodepetropolis.com.br/Integra-etc-71519

MPF vê omissão do Ibama em moradias ilegais na Rio-Juiz de Fora

Procuradoria da República  cobra estudo para preparar remoção de comunidade em Petrópolis

O Ministério Público Federal (MPF) refutou as alegações de um recurso do Ibama em processo movido também contra a Agência Nacional de Transportes Terrestres, o Município de Petrópolis e a concessionária Concer (Rio-Juiz de Fora). Com a ação do MPF, o órgão foi condenado em primeira instância a fazer um projeto de recuperação ambiental nos km 57/58 da BR-040, ocupado por moradias da comunidade Arranha-Céu. O estudo da área, considerada de preservação permanente, deve ser feito em conjunto com o Município de Petrópolis.

Na manifestação (contrarrazões a recurso extraordinário), a Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2) argumenta que essa disputa judicial não envolve uma violação à Constituição que justifique o recurso. A procuradora regional da República Beatriz Christo considerou razoável o prazo de 90 dias para a execução do projeto – contado desde 17 de março (data do julgamento) – e concordou com a multa fixada de R$ 500 por dia de descumprimento da ordem judicial. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ/ES) analisa em breve se submete o recurso extraordinário do Ibama ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Inúmeros documentos nos autos mostram que grande parte das moradias foram construídas em áreas de preservação permanente e o Ibama deveria ter atuado de forma efetiva, visando a desocupação e posterior recuperação da área ocupada”, afirma a procuradora regional Beatriz Christo. “Ficou comprovada a omissão do Ibama em não fiscalizar e preservar a área de preservação ambiental permanente e não há dúvidas de que a omissão causou os danos ao meio ambiente e aos cidadãos que ali se instalaram com suas famílias e agora devem sair.”

http://diariodepetropolis.com.br/integra/mpf-ve-omissao-do-ibama-em-moradias-ilegais-na-rio-juiz-de-fora-68469

I Festival Gastronômico Cultural – Agroserra da Roça ao Prato – Secretário

[convite recebido de Notícias da Mata]

A grande novidade desse mês é a nossa participação do I Festival Gastronômico Cultural – Agroserra da Roça ao Prato que vai acontecer nos dias 24 e 25 de julho na Praça de Secretário.

O Festival, com exposição e degustação de produtos locais, palestras e workshop com Bela Gil, vai reunir muita gente legal, incluindo você!

A Associação Amigos da Mata, que foi presenteada com uma tenda, vai expor trabalhos e vender produtos feitos pela criançada do Projeto Formiguinha além de participar da exposição de fotografia “Cantos de Secretário” – resultado da oficina realizada por Alaor Filho com 10 adolescentes da Associação.

Para conhecer a programação completa do Festival consulte o site www.darocaaoprato.com.br

Nos vemos lá!
Abraços, equipe da Associação Amigos da Mata.

Organização da Sociedade Civil de Interesse Público Amigos da Mata
Estrada da Rocinha, 4.400 – Secretário – Petrópolis – RJ
Cx Postal 92298 – Itaipava – Petrópolis – RJ – Cep 25750 – 970
Telefones: (24) 2228-2165 e (24) 98824-6462
amigosmata@terra.com.br             www.amigosdamata.com.br

Alimentação Saudável nas Escolas vai Premiar Municípios

www.agricultura.rj.gov.br
Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária – SEAPEC

Rio Rural – 15/05/2015 – 14:35h – Atualizado em 15/05/2015 – 14:35h

Escola Municipal Celina Schechner - Itaipava

Prêmio será lançado durante a Green Rio 2015 para estimular compras para a merenda escolar de produtos da agricultura local.

Produtores rurais fluminenses terão mais uma oportunidade para aumentar sua renda com a comercialização de seus produtos. Durante o Green Rio 2015, que acontece nos dia 20 e 21, das 10h às 18h, no Espaço Tom Jobim, Jardim Botânico, no Rio, será lançado o prêmio Alimentação Escolar Saudável. O evento, uma iniciativa da ONG Planeta Orgânico, conta com o apoio da secretaria estadual de Agricultura.

Em reunião, nesta quinta-feira (14), com o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo, a diretora da ONG, Maria Beatriz Martins Costa, apresentou o projeto, realizado em parceira com o Sebrae RJ. Segundo ela, a premiação visa estimular as prefeituras a utilizarem produtos locais mais saudáveis na merenda escolar da rede municipal.

As prefeituras interessadas poderão se inscrever em estande montado na Green Rio ou nas unidades do Sebrae RJ, em seu município. Indicadores como o aumento do uso de frutas e legumes, diminuição da utilização de produtos industrializados e, principalmente, aumento da compra de alimentos oriundos de estabelecimentos locais serão quesitos utilizados na avaliação da premiação.

– Para abordar o tema, convidamos o pesquisador dinamarquês, Bent Milkkensen, da Universidade Aalborg, que falará no evento sobre como as compras locais desafiam as cadeias globais de alimento – adiantou a diretora.

Na avaliação do secretário Christino Áureo, a iniciativa é mais uma forma de estimular administrações municipais para a valorização da produção agropecuária local.

– Já contamos com o Programa Nacional de Alimentação Escolar, uma parceria entre o ministério do Desenvolvimento Agrário e as secretarias estaduais de Agricultura e de Educação, que visa garantir que 30% do total dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) sejam utilizados na aquisição de alimentos da agricultura familiar. Em conjunto, essas ações promoverão uma prática importante tanto para a saúde da população, quanto para o aquecimento da economia dos municípios – afirmou.

As prefeituras de Três Rios, Trajano de Morais, Itaperuna e Paraíba do Sul já garantiram a participação no projeto.

Outros temas para a promoção de práticas sustentáveis também serão tratados durante a Green Rio 2015, cuja a principal abordagem será Bioeconomia e Biodiversidade. Para Maria Beatriz, o estado do Rio já se destaca na implantação de políticas públicas sustentáveis. O Rio Rural, da secretaria estadual de Agricultura, segundo ela, já está praticando a bioeconomia.

– É um caso concreto de programa com preocupação real com a agricultura sustentável – finalizou.

As inscrições para as palestras do Green Rio 2015 são gratuitas e podem ser feitas através do site: www.greenrio.com.br.

[créditos foto http://emcelinaschechner.no.comunidades.net/index.php?pagina=1916873319 ]

ANTT na mira do Tribunal de Contas da União por causa da Concer – Representação Hugo Leal

Gabriela Haubrich – gabriela.haubrich@diariodepetropolis.com.br

Atuação na fiscalização do contrato de concessão da Concer está sob investigação do TCU

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mais precisamente sua atuação na fiscalização do cumprimento do contrato da Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora Rio – Concer, está sob a investigação do Tribunal de Contas da União (TCU). Trata-se do processo de número 022.727/2014-0, sob relatoria do ministro Walton Alencar Rodrigues. Entre outras coisas, o órgão apura a falta de cobrança e punição sobre o atraso de dez anos para o início das obras da Nova Subida da Serra, na BR-040. A iniciativa foi motivada pela representação oferecida pelo deputado federal Hugo Leal (Pros).

Segundo consta no contrato de concessão, as intervenções na Serra de Petrópolis estavam previstas para 2005, mas as obras só começaram em 2015. Em nota, o TCU informou que a inexecução total ou parcial do contrato administrativo dá à ANTT a competência de aplicar penalidades dentre as indicadas no art. 87 da Lei 8.666/98. São esses:
I – advertência;
II – multa, na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato;
III – suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Administração, por prazo não superior a dois anos;
IV – declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade, que será concedida sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção aplicada com base no inciso anterior.”
A ANTT pode ainda rescindir o contrato com base no art. 38, § 1º, II, da Lei 8.987/95, após prévio processo administrativo.

Tribunal desmente representante de agência

O TCU esclareceu ainda que não tem qualquer responsabilidade em relação à fiscalização do cumprimento dos termos estabelecidos no contrato de concessão, conforme sugerido pela representante da agência, Nathália Marcassa de Souza, durante a audiência pública realizada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, no último dia 7. Pelo contrário, a lei 10.233/2011 estabelece que ANTT é responsável por fiscalizar o cumprimento do contrato e aplicar penalidades pelo seu descumprimento.
Na verdade, a Constituição estabelece competência para o tribunal realizar auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial nas unidades administrativas, inclusive na ANTT. Se verificar a ocorrência de irregularidade, faz a audiência do responsável e determina as providências legais cabíveis, de acordo com a sua Lei Orgânica e Regimento Interno.
Logo, o TCU não substitui o órgão regulador (ANTT), mas pode determinar a essa autarquia a adoção de medidas quando verificar a ocorrência de ilegalidade ou de omissão no cumprimento das normas jurídicas pertinentes.

http://diariodepetropolis.com.br/integra/antt-na-mira-do-tribunal-de-contas-da-uniao-por-causa-da-concer-65374

Tragédias Provocadas por Fortes Chuvas não Inibem Ocupação Irregular em Petrópolis

[d’ O Globo]

RIO – Apesar das tragédias históricas — só em janeiro de 2011, 74 pessoas morreram durante um temporal no Vale do Cuiabá, no distrito de Itaipava —, a ocupação irregular de encostas e margens de rios de Petrópolis só aumenta durante a gestão do prefeito Rubens Bomtempo (PSB), em seu terceiro mandato. Para os presidentes das ONGs Instituto Civis e NovAmosanta, Mauro Corrêa e Roberto Penna Chaves, respectivamente, o poder público está sendo omisso.

— A prefeitura não tem capacidade de fiscalizar — diz Chaves, que reclama ainda da paralisação de obras em áreas de risco e da morosidade dos reassentamentos, que dependem de recursos estaduais e federais.

Em Petrópolis, há 12 mil casas em áreas de risco, diz a prefeitura. Corrêa, porém, estima entre 20 mil e 25 mil imóveis estejam na mesma situação. O crescimento da comunidade da Cascatinha chama a atenção de quem passa pela Rua Doutor Hermogênio Silva. O mesmo acontece na Rua Atílio Marotti, no Quarteirão Brasileiro. Uma placa indica obras de contenção — parceria entre prefeitura e governo federal — que estão paradas, segundo o morador Roberto dos Santos.

Glória Rodrigues Cabral, que perdeu nove familiares no Vale do Cuiabá, não conseguiu ser indenizada pela oficina do marido, que foi destruída. Já no Centro de Petrópolis, na favela do bairro Independência, Luzinorte do Carmo não teve alternativa senão retornar à sua casa, condenada pela Defesa Civil em 2013:
— Como vou morar com R$ 500 de aluguel social, com marido e sete filhos?

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Segundo a prefeitura, o município “vem trabalhando para conscientizar os moradores das comunidades em relação aos riscos de construir em área irregular, e atuando de forma a retirar as famílias dessas áreas.” Numa das quatro ações por improbidade a que responde, o prefeito Bomtempo foi condenado, sob a acusação de contratar um banco sem licitação para fazer o pagamento dos servidores. Ele está recorrendo ao STJ.

A seguir, a íntegra da nota enviada pela prefeitura de Petrópolis:
“A Prefeitura de Petrópolis informa que o programa habitacional do município foi retomado em 2013 após quatro anos de paralisação. Desde então foram entregues 74 casas, em parceria com a iniciativa privada e o estado. Outras 920 estão em construção. Para outras 908 unidades, há entraves com o Ministério das Cidades. O município também tenta o reassentamento de mil famílias pelo programa Morar Seguro, a ser executado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) com R$ 75 milhões de recursos federais.

A Prefeitura também vem investindo em 14 grandes obras preventivas pelo PAC Encostas, em áreas apontadas pelo Plano Municipal de Redução de Riscos, e em 18 obras de contenção de encostas pelo Programa Somando Forças. Sobre a decisão do Tribunal de Justiça, Bomtempo informa que está recorrendo ao Superior Tribunal de Justiça. A contratação do banco foi transparente, com o aval do Legislativo Municipal. O próprio Poder Judiciário deixou claro que o convênio não gerou vantagem pessoal. “Os recursos foram utilizados em benefício da cidade. Não posso concordar com uma decisão que pune um gestor público por tirar dinheiro de banqueiros para investir em uma obra importante como foi a de revitalização do Centro Histórico”.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tragedias-provocadas-por-fortes-chuvas-nao-inibem-ocupacao-irregular-em-petropolis-15690529#ixzz3VPZbuxBM
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Deputado Marcus Vinícius quer Debater Segurança em Petrópolis

http://diariodepetropolis.com.br/integra/deputado-marcus-vinicius-quer-debater-seguranca-em-petropolis-63815

[ Diário de Petrópolis ]

O deputado Marcus Vinícius Neskau (PTB) enviou ofício à Comissão de Serviços Públicos, Servidores Públicos e Segurança Pública da Câmara Municipal de Petrópolis solicitando uma reunião com o comando do 26º Batalhão de Polícia Militar, os delegados da 105ª e 106ª Delegacias de Polícia, representantes da Guarda Municipal e da sociedade civil para que sejam discutidas estratégias e medidas de segurança para o município. “Não adianta discutirmos ideias isoladamente. Precisamos de todos os setores envolvidos em uma reunião que seja aberta à população para que todos os pontos possam ser tratados e pontuarmos ações concretas. O que for de responsabilidade estadual comprometo-me a interceder junto ao governador Luiz Fernando Pezão. O que não podemos mais é aceitar a crescente violência no município de braços cruzados”, destacou o deputado Marcus Vinícius que já foi atendido pelo presidente da Comissão de Segurança Pública da cidade, vereador Meirelles, também do PTB.

Há duas semanas, após um mês de constantes ocorrências violentas como assaltos, roubos, sequestro-relâmpago, estupro, tentativa de homicídio e homicídio na cidade, o deputado solicitou ao Governo do Estado a instalação de uma Cia Integrada de Polícia de Proximidade (CIPP) no município, através de uma Indicação Legislativa. A CIPP é um projeto-piloto inaugurado, no último mês, no Grajaú. “O objetivo é a aproximação efetiva entre a população e a PM. A ideia é que os policiais circulem diariamente nos bairros a pé e passem a ser referência para a população, disponibilizando inclusive contato de celular aos moradores e comerciantes. Acredito que esse conceito se encaixa bem em nossa cidade e ajudaria não apenas na sensação de segurança como no próprio policiamento”, afirmou o parlamentar.

Presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, o vereador Meirelles (PTB) já adiantou ao parlamentar que vai atender o pedido, que também é uma demanda dos petropolitanos. “O debate fomenta a interação entre os órgãos públicos que devem prestar segurança e é de fundamental importância que, definida a data, a sociedade civil compareça para dar sua contribuição. Sindicatos, igrejas, associações de moradores, enfim, todos devemos estar unidos para traçar ações porque a segurança é uma obrigação do Estado, mas dever de toda a população. Infelizmente, hoje, os agentes da Segurança Pública estão enxugando gelo e atuando sobre as consequências geradas pela falta de medidas anteriores que também envolvem a sociedade”, afirmou o vereador Meirelles, que é policial militar.

Em discurso no plenário, Marcus Vinícius relembrou alguns casos que estamparam os jornais da cidade nos últimos meses. “Em poucos dias assistimos perplexos a casos como a tentativa de homicídio ao empresário Guaraci Oliveira, em plena luz do dia; a morte de mulher a pedradas no Siméria; constantes assaltados no Centro Histórico, inclusive na Avenida Koeler, e em bairros como a Vila Militar; a morte de um homem em posto na Posse; estupros no bairro Quitandinha e ainda mais um registro de sequestro-relâmpago na rodovia Rio-Petrópolis”, citou o petebista, referindo-se a alguns dos últimos ocorridos. Uma unidade da CIPP já está prevista para Niterói no próximo mês e a previsão do Governo do Estado é que as cidades do interior fluminense também recebam o projeto.

União e Indústria: Licitação não Inclui Modificações no Trânsito

[Diario de Petropolis – Rômulo Barroso – romulobarroso@diariodepetropolis.com.br – com comentários da NovAmosanta via seu presidente Penna Chaves]

Concorrência pública na próxima quinta garante a obra, mas não as melhorias no trânsito desejadas pelo município

A licitação para a reforma da Estrada União e Indústria vai, finalmente, ser realizada. Como o Diário noticiou na última sexta-feira, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit) confirmou que a concorrência pública vai acontecer no dia 22 de janeiro, ou seja, na próxima quinta-feira. Mas, a contratação será para o projeto inicial, aquele que não contempla as modificações no trânsito desejadas pelo município.

O ponto de discussão sempre foi esse. Todo o processo começou em 2011, quando o Dnit foi obrigado na justiça a realizar a reforma de um trecho de 24 quilômetros, entre Pedro do Rio e o Retiro. O Departamento demorou três anos para fazer o projeto executivo. Quando foi apresentado, a prefeitura constatou que só seriam feitos o recapeamento do asfalto, a revisão da drenagem e a troca da sinalização.

Foi então que o governo municipal quis aproveitar o momento para fazer, ao mesmo tempo, modificações para melhorar 17 pontos onde existem retenções. O Ministério Público Federal deu razão à prefeitura e quis que a licitação fosse feita apenas quando fossem incluídas as sugestões do município. Do outro lado, o Dnit alegava que se tivesse que modificar o projeto executivo, poderia demorar, e que os recursos foram liberados para ano passado.

Prefeitura informou que tentará manter o diálogo “para que todas as intervenções para a melhoria da mobilidade urbana no trecho sejam realizadas”

Foi então que a prefeitura entrou com um pedido de liminar e a justiça determinou que o Departamento fizesse a licitação. Com isso, a concorrência pública foi marcada – a decisão da data foi publicada no Diário Oficial da União em 23 de dezembro do ano passado. A sessão que vai definir o responsável pela obra vai acontecer no Rio de Janeiro, mas as propostas serão enviadas através do site www.comprasnet.gov.br, criado para ser a plataforma federal para realização de processos licitatórios.
O valor global de R$ 39.130.100,19 e o vencedor do certame será o que oferecer maior desconto desse valor. O prazo para realização das obras será de um ano.

Onde entram as melhorias propostas pela prefeitura?

Oficialmente, a Procuradoria Geral do Município se manifestou dizendo que “vai acompanhar as obras de recuperação da Estrada União e Indústria pelo Dnit, a fim de garantir o diálogo permanente entre os governos federal e municipal para que todas as intervenções para a melhoria da mobilidade urbana no trecho sejam realizadas”. Isso significa que é provável que a prefeitura tente incluir, durante a execução do serviço, alguns dos pontos que considera que vai melhorar a mobilidade urbana de toda região.

“São apenas construções de rotatórias e pontos de ônibus. Não me parece que muda o custo”. Roberto Penna Chaves – presidente da NovAmosanta

Não há um orçamento, mas tanto os técnicos da prefeitura que fizeram os estudos de melhorias quanto o presidente da NovAmosanta (Associação de Moradores e Amigos de Santa Mônica (*Nota do Blog)) – que acompanha as discussões como ouvinte – garantem que a obra não encarece e não altera muito o cronograma.

Roberto Pena Chaves, presidente da Novamosanta, lembra que as modificações são muito pequenas.  – São apenas construções de rotatórias e pontos de ônibus. Não me parece que muda o custo – diz Pena Chaves.

E também é importante lembrar que essas modificações fazem parte dos planos da prefeitura para melhoria da mobilidade urbana – ou seja, em algum momento, serão feitas. Assim, aproveitar a oportunidade seria uma maneira de economizar dinheiro e tempo.

O que foi um dos motivos apontados pela procuradora do Ministério Público Federal, Vanessa Seguezzi, para pedir a inclusão dos pontos sugeridos pelo governo municipal no projeto executivo. Além disso, ela alegou que trata-se de uma medida de segurança, já que as indicações também ajudariam a reduzir acidentes.

Com a licitação, é certo que a reforma está mais próxima de acontecer, mas é preciso esperar para ver se o município ainda tentará adequar a execução ao que deseja.

*Nota do Blog: A NovAmosanta, originalmente uma associação de moradores, é hoje uma ONG que defende o interesse do cidadão em todo o Município de Petrópolis.

http://diariodepetropolis.com.br/Integra/uniao-e-industria-licitacao-nao-inclui-modificacoes-no-transito-61100

Nomes Importantes Fazem parte da Luta pela Preservação Ambiental em Petrópolis – Entrevista com Yara Valverde

[Diário de Petrópolis – 28 de setembro de 2014 – Yara é diretora na NovAmosanta]

Vários nomes importantes fazem parte da história da luta pela preservação ambiental em Petrópolis. Yara Valverde é um desses no mes, portanto, nada mais justo que conversar com ela sobre o meio ambiente e de como anda o respeito das pessoas, petropolitanas e de outros lugares, acerca do tema.

Yara Valverde
Yara Valverde, Diretora da NovAmosanta

De saída, perguntamos a Yara qual o cargo por ela ocupado atualmente e há quanto tempo vem se dedicando à luta pelo meio ambiente.

“Nos últimos 30 anos venho me dedicando à causa da conservação da natureza e do desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, atualmente atuo de forma voluntária na diretoria da Associação Petropolitana NovAmosanta (http://www.novamosanta.org.br/ )  e na representação da Sociedade Civil no Comitê da Bacia do Piabanha (http://www.comitepiabanha.org.br/diretoria.php ), explica a ambientalista.

“Profissionalmente, nos últimos 10 anos estou envolvida com atividades acadêmicas, atualmente como professora e pesquisadora da UFRRJ, na área das ciências ambientais e do desenvolvimento sustentável. Os resultados da pesquisa em que estou envolvida, li- gada a resiliência e adaptação das cidades às mudanças globais, esta disponível em publicação recente do livro HumaNatureza²= Proteção Mútua (http://edoc.hu-berlin.de/series/sle/255/PDF/255.pdf ), desenvolvido em cooperação com a Universidade Humboldt de Berlin, Alemanha”, continua.

Para ler na íntegra clique AQUI.

Empreendimentos em Itaipava vão Contra a Qualidade de Vida, Meio Ambiente e Mobilidade Urbana

[ clipping Diário de Petrópolis – Anna Paula Di Cicco ]

A quantidade de novos empreendimentos na região de Itaipava é alarmante e vem crescendo com o passar do tempo. Reflexo disso é o trânsito, já constante nos acessos ao distrito, além do verde que vem sumindo gradativamente. O biólogo José Washington Aguiar, também pós-graduado em Ciências Ambientais, chama a atenção para o perigo de permitir que o local receba um grande número de prédios sem que haja um planejamento que priorize a qualidade de vida na região.

– Em relação aos empreendimentos imobiliários, eles estão acabando com o verde, que era a essência do lugar. Algumas destas áreas são até de encostas. Isso mexe com a qualidade de vida, não só de quem mora, quanto de quem vai para lá. Como vai ser isso daqui a cinco anos? Itaipava não comporta e nem foi feita para isso, alerta.

Associações de Moradores também se posiciona

Ainda em maio deste ano, cerca de 50 associações de moradores, bem como entidades e organizações não governamentais, ligadas a Itaipava e arredores, se reuniram para consolidar o “Movimento Distrito de Petrópolis”, através da assinatura de um Termo de Cooperação. De acordo com a Novamosanta, encontros entre os cooperados incluem diversos debates e trazem os problemas da localidade à tona, em busca de soluções adequadas.

Os seis eixos principais, trabalhados a partir de divisões por grupos responsáveis são: respeito às condições de vida da população dos distritos; plano de desenvolvimento sustentável da região; programa de desenvolvimento da infraestrutura de água, saneamento, energia e comunicação; programa imediato de melhoramento da mobilidade urbana; compromisso de licenciamento de obras mediante avaliação de impacto ambiental, social e de reais condições de infraestrutura, e a destinação de recursos para atendimento à região, compatíveis com as necessidades e a contribuição tributária dos distritos.

( leia aqui na íntegra…)