MPRJ Lança Projeto Morte Zero na Próxima Segunda-Feira na Região Serrana

Em razão do histórico de deslizamentos e mortes durante o período de chuvas de verão na área, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) lança, na próxima segunda-feira (15/12), o Projeto Morte Zero. Voltada para toda a Região Serrana, a ação tem o objetivo de fazer uma aproximação com a população e promover campanhas de conscientização para medidas preventivas e procedimentos de segurança em épocas de chuvas, bem como fomentar movimentos sociais para atuar na busca de soluções junto aos poderes públicos. Estão previstas ações até o final de março de 2015.

O projeto foi desenvolvido pela 9ª Procuradoria de Justiça de Tutela Coletiva do MPRJ. A procuradora Denise Tarin, idealizadora da campanha, já havia promovido, anteriormente, ação semelhante na cidade de Petrópolis, entre setembro de 2003 e março de 2007. Na ocasião, segundo dados da Coordenadoria de Defesa Civil do município, foi verificado índice zero de mortalidade mesmo com números significativos de deslizamentos.

“Com essa iniciativa pretendemos ter o Ministério Público atuando cada vez mais na prevenção e na aproximação com a sociedade, focando mais em evitar as tragédias do que em buscar culpados. Obras que não foram realizadas tem que ser cobradas, mas também não se pode deixar de lado a necessidade de conscientização social a respeito das situações de risco e da vulnerabilidade de cada região, por exemplo”, comenta a Procuradora Denise.

No mesmo dia do lançamento do Projeto Morte Zero, na sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Teresópolis, será realizado o evento Segurança Humana nas Cidades Resilientes. Promovido pelo MPRJ, o encontro tem como objetivo sensibilizar promotores da Região Serrana para atuação prioritária na prevenção dos desastres. O evento, que acontece durante todo o dia, vai contar com palestras e uma oficina de trabalho coordenada pela professora Lucila Martinez, Coordenadora Nacional da Cátedra da UNESCO Meio Ambiente e Cidade, com a participação de promotores e procuradores de Justiça, representantes da Defesa Civil, advogados, biólogos, geógrafos, economistas e pesquisadores ligados à prevenção de desastres.

Lançamento Projeto Morte Zero / Segurança Humana nas Cidades Resilientes

Quando: 15 de dezembro de 2014, segunda-feira
Horário: de 9h às 17h30
Onde: Sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos- Teresópolis

BVRio Selecionada para Concorrer a Prêmio da ONU ! – Parabéns à BV Rio

Recentente a NovAmosanta fez contato e uma reunião com a BV Rio para conhecer sua operação e divulgamos que as suas CRAs – Cotas de Reserva Ambiental poderiam ser uma boa opção para proprietários de terras nos Distritos (ver Bolsa Verde Rio: Exemplo Prático de CRAs)

Hoje temos a satisfação de ver essa entidade atuante e amiga ser premiada pela sua atuação. Ela é uma das 11 finalistas para o prêmio de Inovação Financeira para Mudanças Climáticas.

Parabéns à BV Rio pela realização e boa sorte na disputa !

“Rio de Janeiro, 04 de Dezembro 2014 – A Bolsa de Valores Ambientais foi selecionada como finalista do prêmio “Climate Change Finance Innovation Award”, promovido pelaUNDP  MDG Carbon – United Nations Development Programme, e o banco de investimentos MUMSS – Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities.

O objetivo geral do prêmio é aproveitar a inteligência coletiva de pessoas em todo o mundo para atender à necessidade urgente de mitigação das mudanças climáticas através de conceitos inovadores de financiamento de baixo carbono. Com isto, aumentar os investimentos públicos e privados nos países em desenvolvimento, ajudando-os a alcançar o desenvolvimento sustentável, de baixa emissão de carbono.” (ler mais)

Ministério Público Contesta Argumentos do Dnit

[Diário de Petrópolis]

Obras na União e Indústria devem ser feitas no menor prazo possível

O Ministério Público Federal (MPF) reforçou a necessidade da conclusão de um projeto para a reforma da Estrada União e Indústria que atenda a questões de segurança e mobilidade urbana, com apresentação de alterações condizentes com as atuais necessidades de uso da via, por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pelo trecho.

A procuradora da República Vanessa Seguezzi, responsável pelo caso, lamenta o destaque dado aos argumentos levantados pelo Dnit para não executar as propostas de melhorias a serem implementadas em diversos trechos da rodovia. Em matéria publicada pelo Diário ontem, o Departamento diz que as obras podem atrasar.

Ainda segundo o MPF, apesar da rodovia ter perfil local, já que está inteiramente inserida na área urbana, a abordagem utilizada pelo Dnit na elaboração do projeto não considerou essas características, não atendendo às necessidades da cidade em vários trechos, inclusive quanto às medidas para diminuição de acidentes e impactos do trânsito. A procuradora da República esclarece ainda que em diversas reuniões, conduzidas pelo Ministério Público Federal, foram buscados compromissos do Dnit quanto à efetiva execução das melhorias propostas pelo Município, salientando que a postura adotada pelo órgão, em criar obstáculo à inclusão das alterações apresentadas pelo Município de Petrópolis no referido projeto, pode gerar graves danos aos cofres públicos, na medida em que serão aplicados recursos federais em obras que, em certos trechos, não atendem a aspectos técnicos relacionados à mobilidade urbana, à segurança viária e, em última análise, à integridade dos usuários da referida estrada, o que não pode ser tolerado pelo MPF.

Dnit é obrigado a realizar as obras

É importante lembrar, também, que a obrigação do Dnit realizar as obras decorre de ação civil pública proposta pelo próprio Ministério Público Federal, na qual a União e o DNIT foram condenados a assumir a administração da rodovia, sendo determinada a realização de obras emergenciais e, posteriormente, de intervenções para recuperação e restauração da Estrada. Assim, o MPF vem, há muito, buscando o cumprimento da decisão judicial, sendo que já em 7 de abril de 2011 propôs a execução provisória da sentença e, em 17 de fevereiro de 2012, ingressou com execução de multa pelo atraso na realização das obras que, naquela data, já somava a importância de mais de R$ 14 milhões.

Assim, sendo evidente que não há qualquer intenção de atrasar o início das obras, o MPF esclarece que sua intenção é que as intervenções para recuperação da estrada sejam realizadas dentro do menor prazo possível, observada a melhor técnica e os parâmetros que permitam a melhoria da mobilidade urbana e segurança dos usuários da via, com a execução das alterações propostas pela municipalidade, sem descurar da adequada aplicação dos recursos públicos.