Concer não pode ter contrato renovado automaticamente

Juiz federal Gabriel Borges Knapp determinou que contrato não pode ser prorrogado automaticamente e nem obra ser paralisada

Rômulo Barroso – romulobarroso@diariodepetropolis.com.br

BR040 - Nova subida (foto Diário de Petrópolis)

O juiz federal Gabriel Borges Knapp respondeu ontem (18) à ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal. Ele acolheu parcialmente o pedido das procuradoras Vanessa Seguezzi e Joana Barreiro e determinou a suspensão de “qualquer medida e cláusula contratual tendentes a prorrogar o contrato de concessão”. No entendimento dele, “essa determinação não afeta, neste momento, a continuidade das obras e o repasse dos recursos”. Em caso de descumprimento, a União e a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) ficam sujeitas a multas de R$ 100 mil.

A ação civil pública foi ajuizada no último dia 2. Ela pede a suspensão do 12º termo aditivo feito ao contrato de concessão da BR-040 (trecho entre o Rio e Juiz de Fora). Na ação, elas pedem a tutela antecipada, que foi respondida ontem (18) pelo juiz federal substituto. A tutela antecipada foi requerida para não ter que esperar o fim do recesso judiciário, que começa na semana que vem.

Além de determinar a suspensão de qualquer cláusula que estende a concessão, caso não haja repasses da União para a obra, Knapp também decidiu que a ANTT tem um prazo de 60 dias para vistoriar o andamento das obras: o órgão deverá constatar se o cronograma previsto está sendo cumprido, indicando os valores gastos na execução até o presente momento, bem como se o número de trabalhadores em atividade não afeta o cronograma da obra.

Outra questão que ele avançou é sobre o capital social da Concer. O capital social é o montante necessário para se constituir e iniciar as atividades. Pelo contrato de concessão, a Concer tem que ter 20% do arrecado no ano anterior em caixa, como capital social para iniciar o próximo ano. Esse valor tem de ser contabilizado até o dia 30 de abril de cada ano. No entanto, o termo aditivo dizia que o montante repassado pelo Governo Federal para as obras da Nova Subida da Serra não poderia ser contabilizado para o capital social. Assim, a empresa poderia ter menos dinheiro em caixa, o que também afetaria o ritmo das obras. O juiz federal substituto determinou o cancelamento da cláusula do aditivo (ou seja, o montante repassado para as obras vai contar para o capital social, o que dificulta que a empresa use o argumento da falta de recursos como motivo para lentidão das obras) e que a ANTT tem 30 dias para fiscalizar o cumprimento da cláusula.

Por fim, ele determinou que a Concer não pode paralisar as obras e tem 30 dias para informar o quantitativo de funcionários em cada mês, desde agosto deste ano até janeiro de 2016, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

O presidente da Câmara, Paulo Igor, comentou a decisão.

– A atuação da Justiça é fundamental, em especial no que se refere ao risco de ampliação do prazo de concessão da rodovia à Concer, algo que é inaceitável. Não bastassem as perdas econômicas que a cidade acumula por conta da demora na execução das obras, que já deveriam ter sido concluídas pela concessionária, com recursos próprios em 2006, a um custo três vezes menor do que o atual, a Concer ainda quer a ampliação da concessão por 17 anos. Isto é uma aberração – afirmou.

http://diariodepetropolis.com.br/integra/concer-nao-pode-ter-contrato-renovado-automaticamente-78342

Sérgio Mattos é pré-candidato a Prefeito pelo PPS; Vice sai em Março

terça-feira, 01/12/2015
Rômulo Barroso – romulobarroso@diariodepetropolis.com.br

[Diário de Petrópolis]

O PPS vai lançar nome próprio na eleição a prefeito em 2016. O presidente municipal da legenda, Sérgio Mattos, é o pré-candidato. A chapa será finalizada em março. Até lá, o partido vai negociar apoios e, só depois de saber se fará parte de alguma coligação, saberá se também terá o nome vice-presidente ou se aceitará uma indicação. O que já está definido é que a sigla quer ser a protagonista da chapa.
– De início, estamos indo sozinho. Mas estamos conversando com partidos e negociando. Mas já está decido que nós vamos liderar a chapa. Se alguma legenda se coligar com a gente, vamos aceitar a indicação a vice, caso contrário, já temos um possível nome que pode ser – informou Sérgio Mattos. Ele prefere não revelar com quais siglas mantém conversas, nem quem seria esse vice, mas esse nome viria a Educação.
A vontade de lançar um candidato a prefeito foi o que fez o PPS desistir de apoiar o PSDB, quando os tucanos começaram a mostrar que tinham a intenção de ter uma chapa própria também.
– Já tem pelo menos um ano e meio que discutimos isso e vimos que precisávamos ter um candidato pela dificuldade governo. Apesar de ter os conselhos municipais, percebemos que era hora de participar mais, de colocar o nosso trabalho a mostra. Então essa decisão de sair partiu de lideranças do partido – disse, afirmando que o governo municipal tem agido apenas para ganhar votos e não pensando na cidade a longo prazo. Entre as medidas consideradas “populistas” pelo presidente do PPS em Petrópolis estão extensão de linhas de ônibus em alguns bairros e asfaltamento de ruas.
Sobre a eleição para o Legislativo, Sérgio Mattos acredita ser possível conseguir uma cadeira. Para isso, aposta em nomes novos, que nunca se candidataram e não possuem nenhuma marca política. Um dos que já pode ser apontado como pré-candidato a vereador é Luciano Moreira, do Bingen, que trabalha na área de consultoria de gestão, produção e vendas. A estratégia é encontrar representantes em diferentes bairros que possam espalhar o PPS por toda a cidade.

– Nesse momento, nós estamos fazendo um trabalho de base para desenvolver nosso nome. Vamos entrar para ganhar, queremos chegar ao segundo turno. Estamos trabalhando calados, porque quanto menos falar, melhor. Sabemos que vai ser uma eleição difícil, complicada para todos, mas queremos nos apresentar como terceira via – encerra Sérgio Mattos.

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