NovAmosanta no “COMDEMA – Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente” de Petrópolis

Temos a satisfação de informar que a NovAmosanta passa a participar como titular do “COMDEMA
– Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente” de Petrópolis, representada por
Paula Beatriz Pareto, diretora da NovAmosanta, representante titular, e Camila
Tati Barata, da NovAmosanta, representante suplente.

O COMDEMA é a entidade municipal responsável pela “elaboração, coordenação e
fiscalização da política ambiental do município”, composta de representantes do
poder público e da sociedade civíl do município, em número igual.

Na primeira reunião de que participamos, em 9 de março passado, Paula Pareto e
Camila foram muito bem recebidas, pelo que nos sentimos honrados e muito
satisfeitos: é mais uma forma de atuação de nossa OSCIP.

Nessa reunião, infelizmente impossibilitada de gerar deliberações por falta de quorum, nossa representante pôde
conversar com os demais membros presentes sobre dois assuntos de nossa preocupação
imediata: saneamento e lei de impacto sobre a vizinhança.

Em relação ao saneamento compartilhamos nossa preocupação com o crescimento
desordenado dos distritos e a necessidade de seu controle e de investimentos que acompanhem as
demandas por infra estrutura adequada.

Ainda no mesmo assunto lembramos o projeto de lei de remarcação de áreas urbanas e rurais, e a necessidade de vir acompanhado de projetos de infra estrutura,  para garantirmos o desenvolvimento sustentável para o município

O tema da lei de impacto sobre a vizinhança também foi abordado, todos
concordaram que sem ele o município, Petrópolis e distritos, pode ser
transformado num caos urbano, sem ordenamento.

Apesar de não ter havido quórum, o que impossibilitou deliberações formais, foi uma reunião muito produtiva pelos esclarecimentos e debates ocorridos: voltaremos a esses assuntos em reuniões futuras.

A NovAmosanta está feliz de poder, como titulares no COMDEMA dar continuidade à nossa permanente defesa do
meio-ambiente do município, em prol do nosso desenvolvimento sustentável.

Regimento Interno do COMDEMA (site da prefeitura)

Prefeitura diz que vai cobrar contrapartida em investimentos imobiliários

[do Diário de Petrópolis em 2/3/2017 – por Philippe Fernandes]

Após o Diário de Petrópolis ter noticiado que mais um empreendimento imobiliário pode ser construído na região de Itaipava, a Prefeitura anunciou que vai continuar estimulando essas construções, mas irá atuar com maior rigor na exigência de contrapartidas por parte dos investidores. Na sexta-feira (24), o Diário mostrou a preocupação dos moradores do terceiro distrito com a possibilidade de construção de um novo conjunto habitacional na Fazenda Bela Vista – localizada na Rua Agante Moço, que fica atrás do Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes.

(foto Diário de Petrópolis)
(foto Diário de Petrópolis)

A Fazenda Bela Vista é uma das poucas áreas verdes ainda disponíveis em Itaipava, após a construção de diversos “espigões” que descaracterizaram o bairro nas últimas décadas. No caso da Fazenda Bela Vista, ainda há o agravante da falta de infraestrutura da Rua Agante Moço. A via, estreita, não tem largura suficiente para dois veículos trafegarem em sentidos opostos. Além disso, a rua não é asfaltada e parte dela está cedendo, nas proximidades do Condomínio Lagos de Itaipava.

De acordo com a Prefeitura, os empreendimentos construídos na região de Corrêas tiveram licenciamento aprovado sem a exigência de estudo de impacto de vizinhança e a melhoria de vias alternativas, para escoar o tráfego. Mesmo assim, no entanto, o município afirmou que está estudando formas de garantir contrapartidas das construtoras, compensando os efeitos das construções.

O processo de adensamento populacional sem a exigência de itens como estudo de impacto de trânsito, rede de água e esgoto, além de melhorias no arruamento das vias alternativas e iluminação pública nos últimos 30 anos, possibilitado pela construção de conjuntos habitacionais em diversas áreas da cidade, é apontado por urbanistas e entidades representativas da sociedade como um dos fatores determinantes para aumentar os congestionamentos no trânsito dos bairros, trazendo efeitos para a qualidade de vida da cidade.

Acredito que qualquer empreendimento (*) teria que ter contrapartida para o arruamento, e os grandes empreendimentos teriam que ter análise individual, para que a Prefeitura possa analisar caso a caso e buscar uma solução sobre o que pode ser feito em diversas áreas, como a distribuição de água, saneamento básico, acesso e demais melhorias. Desta forma, teríamos o crescimento, que é necessário, mas de forma sustentável. Isso beneficiaria inclusive os novos condomínios e seus moradores – afirmou, na sexta, o presidente da ONG NovAmosanta, Jorge de Botton. (grifo nosso)

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(*) Nota da NovAmosanta: A NovAmosanta há tempos vem propondo, para debate, uma lei de impacto sobre a vizinhança para grandes empreendimentos (vide em documentos, nesse blog), sejam de qualquer natureza, tais como comerciais, industriais ou residenciais. Impactos ambientais, na mobilidade e no saneamento precisam ser analizados pela prefeitura, apenas para grandes empreendimentos, visando permitir o crescimento sustentável da região. A NovAmosanta propõe, ainda, que o CRPD (Conselho Revisor do Plano Diretor) desenvolva um plano de crescimento urbano da região para que a prefeitura possa melhor direcionar o crescimento do município.

Itaipava. Entre o Parque Municipal e a Fazenda Bela Vista está a Estrada da Mineira, possivelmente de nome "Agante Moço" no trecho. Google Maps em 3/2/2017.
Itaipava. Entre o Parque Municipal e a Fazenda Bela Vista está a Estrada da Mineira, possivelmente de nome “Agante Moço” no trecho. Google Maps em 3/2/2017. (mapa acrescentado pelo blog)