7a. Conferência Municipal da Cidade de Petrópolis

7a. CconferenciaPetroponferência Municipal da Cidade de Petrópolis

24 de março das 18 às 21 horas
25 de março das 08:30 às 18:30 horas
Faculdade Arthur Sá Earp Neto
Av. Barão do Rio Branco, 1003 – Centro – Petrópolis – RJ

Realize seu credenciamento através do site: http://www.petropolis.rj.gov.br/e-gov/spe/conferencia_cidade_2017/

 

BR-040 – O Impasse – parte I

Fernando Varella
Economista e Vice-Presidente da NovAmosanta

Publicado na Tribuna de Petrópolis em 16/3/2017

A BR-040 é uma das rodovias mais importantes do país, ligando a antiga (Rio de Janeiro) à nova capital do Brasil (Brasília), atravessando importantes regiões e cidades como a Baixada Fluminense, Petrópolis, Juiz de Fora e a Zona da Mata mineira, Belo Horizonte, região de Tres Marias, Sudeste de Goiás e Distrito Federal. Ela é o principal corredor entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, e por isso mesmo, um dos eixos de integração mais importantes da região Sudeste do país.

Para Petrópolis, a BR-040 é estratégica, com forte impacto na vida econômica e social do município. A rodovia, para nós, tem múltiplas funções. Serve de via de abastecimento de matérias primas e escoamento da produção das indústrias locais, acesso mais importante para os frequentadores dos nossos polos de malhas e confecções e para os turistas que visitam a cidade e, ainda, para as pessoas que têm segunda residência em Petrópolis e em Itaipava. Do mesmo modo, a BR-040 é utilizada, diariamente, por milhares de petropolitanos que trabalham ou estudam no Rio e na sua região metropolitana.

A concessão da Concer – Cia. de Concessão Rodoviária Juiz de Fora-Rio, teve início em 1996. Os investimentos iniciais feitos na rodovia foram concentrados na Baixada Fluminense, com a ampliação das suas pistas incluindo a construção de dezenas de passarelas  e a melhoria de inúmeros acessos. Em seguida, ao invés do início da construção da nova subida da Serra, a opção foi pelo trecho mineiro que teve duplicada a ligação Matias Barbosa – Juiz de Fora, além de novos acessos a diversos municípios, a modernização de pontes e a implantação de câmeras de controle do tráfego.

A construção da nova subida da Serra de Petrópolis ficou por último, só tendo início em 2014, mas teve seu ritmo gradualmente reduzido a partir de meados de 2015 e finalmente, as obras paralisadas no início de 2016. Em função dessa situação, temos, atualmente, duas rodovias em uma, sendo o melhor trecho aquele que vai de Itaipava até Juiz de Fora. O trecho da Baixada Fluminense, com a extensão de 20km, tem problemas de segurança, mas é certamente uma estrada moderna, com bom piso e sinalização viária, bons acessos e até iluminação pública.

O pior trecho, o qual destoa completamente dos demais, é o da Serra de Petrópolis, com suas duas pistas em más condições de uso e as obras inacabadas na nova subida da Serra. Além dos antigos problemas relacionados à uma rodovia construída há 80 anos, com muitas curvas fechadas e falta de acostamentos, temos os recentes problemas da falta de manutenção, com inúmeros buracos, trincados e afundamentos. Do mesmo modo, em função da paralisação das obras  de construção da nova subida, o atual trecho de descida está se deteriorando rapidamente, já apresentando muitos dos problemas de manutenção que acontecem  na subida da Serra.

Para Petrópolis, o pior dos mundos é a paralisação das obras da nova subida da Serra e o mal estado de conservação das pistas de subida e descida. São muitas as reclamações dos frequentadores de Petrópolis, quanto ao estado das pistas da Serra, especialmente em função do alto valor do pedágio cobrado. Diversas entidades da sociedade civil, especialmente a NovAmosanta e a FIRJAN, tem reclamado seguidamente junto à Concer e à ANTT, da injustiça de os usuários petropolitanos da rodovia, os quais tem importante participação na receita do pedágio da rodovia, terem de pagar o segundo mais alto valor do pedágio do país, nas estradas sob concessão federal e não terem uma rodovia de boa qualidade nos trechos da Serra.

Continuação: BR-040 – O Impasse – parte II

NovAmosanta participa da criação do Observatório Social de Petrópolis (OSPetro)

Como objetivo de fiscalizar e acompanhar a administração pública municipal (Executivo e Legislativo), foi criada na tarde de ontem o Observatório Social de Petrópolis (OSPetro), reunindo pessoas jurídicas e físicas como fundadores. A solenidade de criação foi realizada no auditório do Parque Tecnológico da Região Serrana, com a co-ordenação de Philippe Guedon, que, por indicação, assumiu a presidência do OSPetro.

O OSPetro é o segundo da. Região Serrana – o primeiro foi criado em Teresópolis e, segundo dados da OSBrasil, tem realizado um grande trabalho. “É uma oportunidade que temos de promover a gestão participativa, acompanhando os atos do governo. O Observatório chega nun momento em que temos poucos órgãos de fiscalização”, comentou Guedon.

Uma das características do Observatório Social, conforme o estatuto padrão (nacional) é não ter nenhum membro filiado a partido ou com ligação ao poder público. Esta preocupação tem relação direta com a fiscalização que o Observatório tem fazer na administração pública.

As entidades, empresas e pessoas físicas interessadas cm participar do Observatório Social de Petrópolis, como fundadores, tem até o dia 15 de abril para solicitara inscrição. Entre as muitas atividades do OSPetro está o acompanhamento de licitações, publicações, no Diário Oficial, cumprimento da Legislação Orçamentária, audiências públicas, gastos supérfluos, observação das leis em vigor, omissões, prazos e princípios éticos.

Para Guedon estes são papéis que todo cidadão deve exercer, independentemente de participar ou não de uma entidade.

O presidente da NovAmosanta, Jorge de Botton, considerou o convite para fazer parte do OSPetro muito oportuno, frisando que o controle social é um processo que vem avançando no país. Ele lembrou que a NovAmosanta tem 20 anos de atuação e que, apesar de estar com sede em Itaipava, tem suas ações em toda cidade. “Acreditamos que o Observatório está dentro da nossa missão de trabalho”.

Outros membros também se manifestaram e falaram da importância desta iniciativa, principalmente porque o OSPetro fará parte de uma rede nacional de Observatórios.

Para os participantes da criação do OSPetro, o mais importante é a união de todos para cobrar e fiscalizar o poder público.

[da e-Tribuna]