NovAmosanta no Conselho do Importante Refúgio de Vida Silvestre da Serra da Estrela

A mais nova unidade de conservação do estado, o Refúgio de Vida Silvestre da Serra da Estrela, empossou na última quarta-feira, 12 de dezembro, os conselheiros que irão ajudar na elaboração do seu plano de manejo e planejar e propor a sua melhor utilização pela população.

A criação dessa área de proteção é um antigo projeto da NovAmosanta, agora realidade. (ver aqui – nesse blog)

Essa área, além de importante corredor ecólogo ligando a Reserva Biológica do Tinguá (Rebio Tinguá) ao Parque Nacional da Serra dos Orgãos (Parque Nacional), será proteção contra a ocupação imobiliária desordenada, numa região de especial beleza e importância ecológica e que, sem dúvida é também um importante ativo turístico de Petrópolis.

Uma proposta da NovAmosanta para o futuro é, após a conclusão da obra da nova estrada de subida para Petrópolis, que se transforme a subida atual em uma estrada parque e um grande ativo de lazer.

Foram eleitos para representar a NovAmosanta os diretores Paula Pareto e Rogério Guimarães. (na foto, à esquerda, exibindo seus diplomas)

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Posse do Conselho. Da esquerda: Paula Pareto (NovAmosanta, Conselheira Empossada), Rogério Guimarães (NovAmosanta, Conseljheiro Emposado), à direita: Jorge de Botton( NovAmosanta) e Fernando Varella(NovaMosanta)

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REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE ESTADUAL DA SERRA DA ESTRELA – REVISEST
Criação: Lei Estadual n° 7.826 de 27 de dezembro de 2017
Área: aproximadamente 4.811 hectares
Localização: Regiões de Governo do Rio de Janeiro – Serrana e Metropolitana
Abrangência: parte dos municípios de Petrópolis, Duque de Caxias e Magé e Petrópolis

Ver:  (INEA) http://www.inea.rj.gov.br/Portal/Agendas/BIODIVERSIDADEEAREASPROTEGIDAS/UnidadesdeConservacao/REFUGIO_SERRA_ESTRELA

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 – O que é um refúgio de vida silvestre ? 

Comentários à Reunião do Conselho Comunitário de Segurança de 30 de outubro

Serviço 190. O serviço 190 (emergência) recebeu novos aparelhos e a unidade de telefonia da Oi foi consertada, voltando a operar corretamente. Passou-se de 3 para 6 linhas de recepção. Mesmo assim houve algumas observações de presentes quanto à demora ou não atendimento.

Moradores de rua (MR). Foi informado pela polícia presente que em 2009, pela lei 7053, (DECRETO Nº 7.053 DE 23 DE DEZEMBRO DE 2009) a mendicância deixou de ser contravenção penal e, portanto, não pode ser coibida.  Assim, o policiamento de Petrópolis tem adotado a política de verificar as identidades dos MR, verificar se têm prisão decretada e se estão cometendo algum ilícito, agindo de acordo.

Foi informado que há MR habitando o trem (turístico) de Nogueira; que há MR ocupando os banheiros públicos do centro. Ambos os fatos prejudicam o turismo e os cidadãos.

Presentes informaram que há, pelos MR, ocorrência de ato sexual em público, brigas, algumas com armas brancas, perturbação da ordem e outros atos inconvenientes, os quais deveriam ser coibidos.

Observou-se que a proposição de MR serem destinados ao seu local de origem é ineficaz pois têm o direito de voltar ao município.

Moradores de Rua no Parque Municipal. Foi informado por um dos presentes que há diversos moradores de rua frequentes no parque municipal de Itaipava. Aparentemente traficam drogas como forma de subsistência. Pedida verificação pela polícia.

Câmeras de Vigilância. Há 40 câmeras públicas instaladas monitoradas pela força policial mais bombeiros, mais defesa civil, e serão instaladas 40 adicionais. As atuais serão mantidas onde estão, uma vez que esses locais foram estudados previamente. As 40 adicionais terão sua localização discutida.

Câmaras eventualmente instaladas pela iniciativa privada não poderão ser monitoradas continuamente pela força policial, pois não há recursos (pessoas) para fazê-lo. As imagens são “espelhadas(*)” CIOP e podem ser analisadas caso haja um alerta informado pelo instalador da câmera ou pessoa sabedora de ocorrência registrada.

(*) As câmeras particulares do denominado “Projeto Luz Azul” estão  disponíveis para acesso pelo 26° BPM através da internet, on line e com gravação de uma semana na nuvem. Isso é o espelhamento. O CIOP ainda não acessa.

Posto Regional de Polícia Técnica. Foi observado que o posto, que atende às polícias locais, está em situação precária de funcionamento, tendo sido pedida a atenção do CCS para o assunto.

Irregularidades no Bairro de Madame Machado. Foi informado por presentes que há várias irregularidades básicas previstas no código de posturas sendo feitas no local, e que a fiscalização, acionada, não age a respeito. Por exemplo, estabelecimentos comerciais ilegais, ocupação de calçadas por veículos, serviço de transporte por motocicleta não regular. Com relação ao último, dada a existência de transporte no bairro, supõe-se fortemente que seja destinado à logística do tráfico de drogas.

Tráfico de Drogas em Comunidades. Foi informado que (ao menos) nos bairros Glória, Independência, Vista Alegre, Madame Machado e Vila Rica contraventores armados fazem patrulhamento e determinam horários para circulação dos cidadãos. Também informado que há contraventores oriundos do Rio de Janeiro no comando desses grupos. Que há a arregimentação de moradores locais para trabalho no tráfico. Que os locais de atuação dos traficantes são conhecidos, tendo sido citados na reunião ao menos 3 locais específicos onde há sentinelas do tráfico montando guarda e controlando o local.

Daniel Silveira, deputado federal (PSL). Foi registrada a presença do recém-eleito deputado Daniel Silveira, em apoio às iniciativas do CCS. Policial militar, eleito ao cargo de Deputado Federal do Rio de Janeiro pelo PSL (Partido Social Liberal), tem 35 anos e é natural de Petrópolis. Será pedida sua colaboração em necessidades específicas do nosso município.

Hugo Leal, deputado federal (PSD). Roberto Macedo, assessor do deputado federal re-eleito Hugo Leal, reafirmou o comprometimento do Deputado com a segurança de nosso município e região, o que sempre foi e será uma de suas lutas. Sua proximidade com o governador eleito Wilson Witzel será mais um fator a favor de nossa segurança. Hugo Leal mantém também um bom relacionamento com o presidente Bolsonaro.

Macedo colocou à disposição o gabinete de Hugo Leal em Petrópolis à Rua Mal. Deodoro 46/803 edifício Monsenhor Gentil. (e-mail: gabinete.petropolis@hugoleal.net.br; telefone: (24) 2237 0071).

(Hugo Leal estava ausente devido à mudança da reunião de segunda-feira para terça e ter, na terça, um compromisso de liderança com a sua bancada de deputados do Rio)

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Conselho Comunitário de Segurança – Reunião 30/outubro, Terça-Feira

 

O Presidente do Conselho Comunitário de Segurança da 26a. Área Integrada de
Segurança Pública; o Comandante do 26o. Batalhão de Policia Militar; e os Delegados
Titulares das 105a e 106a. Delegacias de Policia de Petrópolis, convidam para a reunião
mensal do CCS que será realizada no dia 30/10/2018, terça-feira, às 19:00 horas, na sede
da Secretaria de Segurança, Serviços e Ordem Publica, na Estrada União e Industria,
10.000 – Parque de Exposição, Itaipava, Petrópolis – RJ

Assuntos:

  1. Inauguração do Posto de Policiamento;
  2. Moradores de Rua;
  3. Mudança nos dias das reuniões do CCS.26a.AISP;
  4. Uso da Palavra (Plenária);
  5. Palavra das autoridades;
  6. Encerramento.

A participação das lideranças Comunitárias e da Sociedade em Geral, é muito importante
para que juntos possamos contribuir para a segurança da nossa cidade.

Lédio A. Ferreira
Presidente

 

 


Local:

  • Sub-Prefeitura de Petrópolis, Secretaria de Serviços, Segurança e Ordem Pública
  • Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes (Parque de Exposições em Itaipava)
  • Estr. União e Indústria, 10000 – Itaipava, Petrópolis – RJ
  • Ver: http://www.isp.rj.gov.br/agenda.asp – ISP: Instituto de Segurança Pública RJ

    Os CCS, Conselhos Comunitários de Segurança são canais de comunicação entre a sociedade civil e as Polícias Civil e Militar do Estado do Rio de Janeiro, atuando como colaboradores voluntários, não remunerados e compromissados com a redução da violência, da criminalidade e com a paz social. (ver http://www.isp.rj.gov.br/Conteudo.asp?ident=40)

    AISP (1) RISP (2) BPM Município
    26 7 26o BPM Petrópolis

    (1) AISP = Área Integradas de Segurança Pública
    (2) RISP = Região Integrada de Segurança Pública

    ver:  http://www.isp.rj.gov.br/Conteudo.asp?ident=38 (site do ISP- Instituto de
    Segurança Pública, RJ)

     

    Delegacias abrangidas:

    105 DP Legal Petrópolis e Cascatinha
    106 DP Legal Itaipava, Pedro do Rio e Posse

Refúgio de Vida Silvestre Estadual da Serra da Estrela Toma Corpo

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Na terça-feira 18 de setembro, o INEA realizou a primeira reunião para a formação do Conselho Consultivo da mais nova unidade de conservação ambiental do Estado do Rio – o Refúgio da Vida Silvestre Estadual da Serra da Estrela – REVISET. O Refúgio é gerido pelo Instituto Estadual do Ambiente – o INEA/RJ e abrange áreas dos municípios de Petrópolis, Duque de Caxias e Magé.

A nova unidade de conservação que é classificada como de proteção integral, conforme disposto no Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC, Lei Federal no. 9985/2000, foi criada pela Lei Estadual no. 7826, de 27 de dezembro de 2017, em atendimento a anseios da sociedade dos três municípios e de várias unidades de conservação do Estado do Rio.

O Refúgio tem como objetivos principais: assegurar a preservação dos remanescentes de Mata Atlântica e ecossistemas da região serrana fluminense, bem como recuperar as áreas degradadas ali existentes, manter populações de animais e plantas nativas e oferecer refúgio para espécies migratórias, raras, vulneráveis, endêmicas e ameaçadas de extinção de fauna e flora nativas, consolidar o corredor de biodiversidade da Mata Atlântica na Serra do Mar, ligando a nova unidade de conservação às demais unidades da região, em especial o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e a Reserva Biológica do Tinguá, bem como contribuir para o ordenamento da ocupação do solo na região, evitando a urbanização do último fragmento de florestas nativas da Serra da Estrela e, ainda, oferecer oportunidades de visitação, recreação, educação e pesquisa científica, estimulando o turismo de bases sustentáveis dos municípios onde se situa, e, como resultado, assegurar a continuidade dos serviços ambientais prestados pela natureza.

Segundo a legislação vigente, toda Unidade de Conservação deve ter um conselho que tem como função auxiliar o chefe da UC na sua gestão. O conselho deve ter a representação de órgãos públicos das três esferas: Federal, Estadual e Municipal e da sociedade civil, como a população residente e do entorno, trabalhadores e setor privado atuantes na região, comunidade científica e organizações não governamentais como atuação comprovada na região.

Um bom público esteve presente à reunião que foi realizada no Auditório Anexo do Campus da Faculdade de Medicina de Petrópolis, em Petrópolis. A reunião foi coordenada por Eduardo P. Antunes, geógrafo e Gestor do Refúgio Serra da Estrela, tendo os diversos assuntos sido bastante debatidos pelos presentes.

A NovAmosanta – Distritos de Petrópolis, participou ativamente dos esforços para a criação da nova unidade de conservação, de modo a garantir a preservação da Subida da Serra, um dos mais importantes atrativos turísticos de Petrópolis. No nosso entendimento, a criação do Refúgio será um importante obstáculo ao processo de urbanização do trecho da BR-040 que abriga florestas nativas da Serra da Estrela, parte da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro.

A primeira reunião do Conselho Consultivo ficou agendada para o dia 25 de outubro, em local a ser indicado.

(baixar AQUI a apresentação mostrada na reunião – arquivo PDF – 6.095 KBytes)

A proposta da Prefeitura de Petrópolis para abairramento dos distritos está disponível para suas considerações

A Prefeitura publicou em seu site a proposta de abairramento para os distritos de acordo com o novo plano diretor da cidade.

Seu conhecimento da proposta e suas considerações a respeito, críticas ou sugestões, sao extremamente importantes para o processo de planejamento.

Adiante o link para acesso ao abairramento e a descrição das telas encontradas. (explore também os demais links da página)

Link:  sig.petropolis.rj.gov.br

1 Clicar em “Consulta Pública Bairros”

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2  Clicar em “Bairros”

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3 Essa é a lista de bairros porpostos. Clicar nos bairros de seu interesse.

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4  Clicamos em “Centro”; aparece o desenho do bairro em destaque. Usar os sinais de + e -.

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5  Não tem como voltar a essa página, ou não encontramos; volte com o botão do navegador ou acesse o link novamente.

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6  Aqui está o formulário de comentários ao abairramento. Participe !

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Serra da Estrela – 1a. Reunião para Formação do Conselho Consultivo – Terça 18 setembro

Refúgio de Vida Silvestre Estadual da
SERRA DA ESTRELA

Primeira Reunião para Formação do Conselho Consultivo

Terça-feira, 18 de Setembro das 9 às 13 horas.

OBJETIVO :

  • Iniciar a formação do conselho consultivo do REVISEST.
  • Apresentar os pressupostos legais e administrativos para a gestão participativa
    na Unidade de Conservação (UC).
  • Realizar o Diagnóstico Rápido Participativo – DRP para a área da UC e seu entorno.

Local: Auditório do prédio anexo da FMP/FASE
Endereço: Av. Barão do Rio Branco, 1003 – Centro, Petrópolis – RJ (estacionamento privativo no local)

Ver também (neste blog) – CLICAR AQUI…


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Estrada (União e Indústria) continua sem contrato de manutenção

NovAmosanta alerta para o abandono da União Indústria, principal via de mobilidade de Petrópolis.
Em artigo na Tribuna , a NovAmosanta, que vem acompanhando o assunto União Indústria, tem alertado que o municipio vem perdendo enorme oportunidade de melhorar sua mobilidade sem precisar investir 40 milhões . “O DNIT está condenado e tem que recuperar a via mas isso já dura dez anos, precisamos de uma ação coordenada para destravar a situação”, afirma o presidente Jorge de Botton.
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(da Tribuna de Petrópolis, domingo 5 de agosto de 2018)

JANAINA DO CARMO
Redação Tribuna

A Estrada União e Indústria está há oito meses sem contrato de manutenção. O último terminou em dezembro de ano passado e, até o momento, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pela via, não realizou uma nova licitação para a contratação da empresa que ficará responsável pelo serviço. A Tribuna questionou o órgão sobre a realização de uma nova concorrência, mas até o fechamento desta edição não obtivemos nenhuma resposta.

Em estado de completo abandono, o asfalto já não existe em Pedro do Rio. (foto Tribuna)
Em estado de completo abandono, o asfalto já não existe em Pedro do Rio. (foto Tribuna)

Enquanto o processo licitatório não é realizado, a estrada que é o principal acesso aos distritos, sofre com a falta de cuidados. Quem precisa passar diariamente pela União e Indústria tem que enfrentar uma pista com buracos, desníveis, falta de calçadas, má sinalização, mato e construções irregulares.

Com 144 km de extensão, a União e Indústria foi a primeira rodovia macadamizada da América Latina (processo de pavimentação pré-asfáltico, que envolvia o assentamento de sucessivas camadas de pedras e saibro, compactadas por rolo compressor) e completou em junho 157 anos de fundação. Por muitos anos, a estrada foi a única opção de acesso de quem vinha do Rio de Janeiro em direção a outros Estados, como Minas Gerais e Brasília, por exemplo.

“O que vemos hoje é um total abandono da estrada. Em diversos trechos, principalmente em Pedro do Rio o asfalto já não existe Estrada continua sem contrato de manutenção mais e as ocupações irregulares que desrespeitam o afastamento legal da margem da via preocupam”, lamentou o presidente da NovAmonsanta, Jorge de Button.

Originalmente a União e Indústria começava próximo a Casa Barão de Mauá e seguia até o distrito da Posse. Atualmente, dois trechos da estrada ganharam novos nomes: Barão do Rio Branco (que segue até a 105ª Delegacia, no Retiro) e Hermogênio Silva (que começa depois da delegacia até próximo ao Hotel Riverside). Com a mudança, a União e Indústria passou a compreender cerca de 25 quilômetros, entre o Retiro até a Posse. “

Do Retiro a Pedro do Rio o trecho é de responsabilidade do Dnit e de Pedro do Rio até a Posse, quem deve se responsabilizar é o DER. Mas, infelizmente, não há nenhum cuidado dos dois órgãos com a estrada. O contrato de manutenção do trecho de responsabilidade do Dnit terminou no ano passado e não houve nenhuma movimentação por parte do órgão em iniciar um novo processo”, disse Jorge de Button.

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As calçadas em Corrêas estão tomadas pelo mato, um perigo para pedestres. (foto Tribuna)

Além do contrato de manutenção, o Dnit também não tem prazo para a realização da licitação para contratação da empresa que fará a recuperação e drenagem da União e Indústria. A obra deveria ter começado em 2015, quando o órgão concluiu um processo licitatório, no entanto, na época, a empresa vencedora desistiu do contrato. Desde então, o Dnit não realizou uma nova licitação. “

Com a desistência da empresa, o projeto ficou parado e com o passar dos anos, houve a necessidade de se refazer este projeto. Essa atualização já está em fase final de conclusão”, explicou Jorge de Button. Em nota, o Departamento Nacional confirmou que está finalizando a atualização do documento, mas não deu nenhuma data para o início da licitação.

Esse trabalho de atualização começou a ser feito pelo Dnit no ano passado e de acordo com uma determinação do Ministério Público Federal (MPF) deveria ser supervisionado por um grupo de trabalho (GT) formado por integrantes da Prefeitura. O objetivo era apresentar propostas que melhorassem a mobilidade urbana em vários trechos da União e Indústria. “

É preciso que esse grupo participe das reuniões e não sei se isto está acontecendo. Quando a atualização for finalizada não haverá outra chance de incorporar propostas que vão melhorar a mobilidade urbana. Existem projetos na Prefeitura que são realmente importantes e que precisam ser apresentados e incorporados no projeto final de recuperação da União e Indústria. Não podemos perder essa oportunidade”, ressaltou o presidente da Novamonsanta.

Entre os projetos, citados por ele está a criação de rotatórias antes da entrada da Ponte de Corrêas e também no acesso a Nogueira. “Em Nogueira por exemplo, já temos uma construção em andamento bem próximo a rodovia, se a obra continuar, sem nenhuma supervisão, o projeto para criação da rotatória ficará inviável. O grupo de trabalho precisa estar atento a esses detalhes”, comentou Jorge de Button.

Em nota, a Prefeitura informou que mantém o grupo de trabalho e que espera a conclusão do projeto de reforma para apresentar as sugestões de melhorias para a mobilidade urbana na estrada. A Prefeitura ressaltou ainda que vem cobrando do Dnit a manutenção frequente da União e Indústria, e que no início do ano, a Secretaria de Obras aplicou 225 toneladas de asfalto em 12 quilômetros da estrada para reduzir o risco de acidentes.

O processo que condenou o Dnit a recuperar a Estrada União e Indústria completou 10 anos. A ação civil pública foi aberta em 2008 e, um ano depois, a 2ª Vara Federal de Petrópolis aplicou uma multa no valor de R$ 14 milhões pelo descumprimento por parte do Dnit em apresentar o projeto de recuperação.

Com a multa milionária, o Dnit vem conseguindo, em uma década, protelar o início das intervenções na estrada. De acordo com a decisão da justiça, após a conclusão dos trabalhos, a via passará a ser de responsabilidade do município.

“Essa obra é um investimento de cerca de R$ 40 milhões e é uma grande oportunidade de melhorar a mobilidade urbana se conseguirmos incorporar no projeto todas as propostas”, Jorge de Button. De acordo com a Prefeitura, passam diariamente pela União e Indústria, cerca de 25 mil veículos.

Não Basta Atrair Turistas

PAULO HANSTED – Empreendedor com formação em Marketing na Universidade da Califórnia

(publicado originalmente na Tribuna de Petrópolis)

Paulo Hansted
Paulo Hansted

Há alguns anos, quando a banda larga e os smartphones ainda engatinhavam no Brasil, fui chamado por uma grande empresa de telefonia móvel para participar de um desafio para o qual ninguém tinha uma resposta. O desafio envolvia o governo de Santa Catarina e algumas de suas mais lindas e festejadas cidades, Florianópolis, Balneário Camboriú, Blumenau e Joinville. Como introdução sabia apenas que a missão girava em torno uma inquietação do governador com o tema turismo. Sendo um razoável conhecedor do quanto é difícil fazer turismo em nosso país, imaginei que a pauta envolveria a ambição de se atrair um maior número de visitantes para a região.

Os investimentos na área de turismo no Brasil são pífios, se comparados até mesmo com países vizinhos. Enquanto Colômbia e Equador, investem algo em torno de US$ 100 milhões por ano, por aqui os investimentos não chegam à casa do US$ 20 milhões. Não fica difícil compreender porque ocupamos apenas a 7ª posição no ranking de países mais visitados na América, e não figuramos entre os 50 destinos que mais atraem turistas no mundo.

No entanto, Santa Catarina possuía três cidades entre as 10 mais visitadas por estrangeiros no país em 2016. Florianópolis, Bombinhas e Balneário Camboriú, ocupam a respectivamente a segunda, sexta e oitava posições no ranking. Por conta disto, e somando-se ainda a força da região na atração do turismo interno, o então governador Luiz Henrique da Silveira expôs um cenário ainda mais complexo e surpreendente, que nos fez compreender sua inquietação. Ele dizia que o desafio de Santa Catarina não era o de atrair mais turistas e sim o de dinamizar o valor econômico gerado pelos turistas.

Sim, a questão é simples de se compreender e não é uma particularidade de Santa Catarina. Estados e municípios fazem de tudo para atrair visitantes, no entanto a falta de estrutura de suporte e orientação adequados, fazem com que estas pessoas que chegam acabem por interagir pouco com as cidades. No raciocínio lógico do governador, um turista que por ausência informação organizada e disponibilizada na hora e da forma correta, visite hipoteticamente cinco destinos na cidade, vai deixar recursos, dinheiro para ser mais claro, restrito ao universo limitado de ambientes com o qual interagiu.

Do contrário, se a estrutura de acesso a informação sobre o que pode fazer na cidade for farta e disponibilizada da forma adequada, os estímulos para interagir com mais locais se multiplicam. Desta forma, visitando mais lugares, se envolvendo mais com tudo o que a cidade pode oferecer, este mesmo turista consome mais, gasta mais e por conta disto, movimenta mais a economia, deixa mais recursos na região.

Segundo a Santur (Secretaria de Turismo do Estado de Santa Catarina), em um período de temporada o Estado recebe algo em torno de 5 milhões de visitantes, que permanecem um tempo médio de 4 dias na região e movimentam um ticket médio na casa de R$ 300 durante a permanência, um valor muito baixo, reflexo da ausência de mecanismos de inteligência e suporte. Se há 5 anos, os mecanismos para dinamizar de forma coordenada as ambições do governador eram ainda um tanto escassos, com a popularização e disseminação da banda larga e das plataformas digitais, não há mais justificativa para não se reorganizar esta equação. Com um investimento coordenado, soluções multiplataforma especificamente desenvolvidas para este fim, podem transformar cidades analógicas em cidades interativas. Onde quer que esteja, da forma que preferir, o turista pode ter acesso a um pacote de informações e estímulos que vai estreitar a relação de engajamento com tudo o que a cidade oferece.

Na web, onde as pessoas tendem a ter menos pressa, o usuário pode estabelecer os primeiros contatos com a região e suas atrações. Dinâmica essencial até para se planejar e decidir pelo destino. No mobile, quando já no local, o turista pode consultar e receber estímulos personalizados de atrações por perfil, distância, gênero, a cidade na palma da mão. Através de códigos bidimensionais aplicados a atrações turísticas e fazendo uso do celular, pode-se acessar vídeos, textos e fotos que vão enriquecer a experiência do visitante.

Como resultado, mais turistas vindo, mais turistas indo e compartilhando suas impressões positivas, mais dinheiro circulando, gerando empregos e desenvolvimento para a região. Quem ganha com isto? Os turistas, o comércio e o próprio cidadão. Estimamos que a adoção do sistema de cidades interativas na região, possa não somente aumentar o tempo de permanência, mas acima de tudo dinamizar o valor econômico gerado pelo turista, podendo mais do que dobrar o ticket médio de consumo.

A ambição do governador estava certa, de nada vale atrair mais turistas, se antes não se oferecer a estrutura de suporte necessária para estimular o engajamento. Ao empoderarmos o turista, a cadeia de benefícios tende a ser exponencial e o poder de conversão de valor passa a traduzir efeitos determinantemente superiores aos custos e energia necessários para atrair ainda mais visitantes.

 

Delegacia de Itaipava lidera ranking de produção investigativa na Região Serrana

THACIANA FERRANTE
Redação Tribuna
(da Tribuna de Petrópolis )

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A 106° Delegacia de Petrópolis ocupa pelo segundo mês consecutivo a primeira colocação no ranking das 16 delegacias da Região Serrana, no quesito Produção Investigativa. A pesquisa passou a ser realizada esse ano pelo 7° Departamento de Polícia de Área (DPA). Os números analisados estão relacionados a quantidade de crimes solucionados, cometidos ou não dentro do respectivo mês, e também de indiciamentos feitos. Isso significa que não necessariamente a quantidade de delitos elucidados nos meses de junho e julho, período que 106° DP mais se destacou, foram registrados e/ou cometidos na mesma época. Isso porque a polícia civil é de cunho investigativo, ou seja, a apuração de crimes mais complexos, normalmente demora alguns meses até ser concluída.

Ao todo são analisados 17 tipos de delitos, destes a 106° DP conseguiu solucionar em julho 24 casos de violência doméstica, 24 em crimes diversos, 12 roubos – ligados aos assaltos a residências registrados em Petrópolis nos últimos meses, e 7 roubos de veículos. Além disso, 75 pessoas foram indiciadas e 74 delas identificadas. A divulgação dos dados agradou a delegada titular Juliana Ziehe. “Essas informações reforçam o trabalho que temos desenvolvido na delegacia de Itaipava. É importante que a população saiba que estamos empenhados em solucionar os crimes cometidos na nossa região, e temos tido sucesso quanto as prisões, principalmente relacionadas a quadrilha que estava atuando no 3° distrito roubando e furtando imóveis”, destacou a delegada.

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Por falta de investimentos, governo pode retomar concessões Rio-Juiz de Fora e Transnordestina

Governo iniciou dois processos que poderão levar à cassação das concessões do trecho da BR-040 entre o Rio de Janeiro e Juiz de Fora (MG) e da ferrovia Transnordestina

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo
27 Julho 2018 | 21h07

BRASÍLIA – O governo iniciou formalmente na semana passada dois processos que, no limite, poderão levar à cassação das concessões do trecho da BR-040 entre o Rio de Janeiro e Juiz de Fora (MG), hoje com a Concer, e da Ferrovia Transnordestina. Em ambos os casos, foram instaladas comissões que vão apurar se houve descumprimento dos contratos, num prazo de 120 dias. A punição administrativa máxima prevista nesses casos é a chamada caducidade, ou seja, a retomada do empreendimento pelo governo.

Responsável pela fiscalização dos contratos, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não detalhou quais investimentos deixaram de ser realizados. Ela informou que as apurações são sigilosas.

Em nota, a Concer afirmou que cumpre o contrato “dentro das limitações impostas unilateralmente pelos elevados créditos que tem a receber da União”. Ela acrescenta que a União descumpre o contrato de concessão desde dezembro de 2014, pela falta de repasse de recursos para realizar as obras da nova subida da serra, fato que impede sua conclusão. “Mesmo assim, a Concer mantém os serviços de manutenção e operação da rodovia.”

A concessionária acredita ter argumentos sólidos a apresentar em sua defesa, diz a nota. E acredita ser necessário reequilibrar o contrato para destravar investimentos. O contrato da Concer vence em 2021. O governo já estuda sua licitação, a ser realizada no fim de 2019.

No caso da Transnordestina, o que está em análise pela ANTT é a chamada Malha Nordeste, que está em operação e é remanescente da Rede Ferroviária Federal. O processo não diz respeito à linha que está em construção há uma década.