Novamonsanta quer Parcerias para Projeto de Planejamento de Itaipava

[fonte: Diário de Petrópolis, Quarta-feira, 17 de abril de 2013]

Ao longo dos anos, Itaipava acabou se transformando no principal distrito de Petrópolis, com grandes empreendimentos imobiliários, polo gastronômico e turístico, além de um dos lugares preferidos de veranistas. Mas a falta de planejamento para um crescimento tão acelerado acabou acarretando problemas, como a mobilidade urbana, já que hoje o trânsito é caótico, principalmente nos fins de semana. A urgência em obter medidas adequadas no plano dos serviços públicos para evitar que a situação seja agravada, não só em relação aos engarrafamentos, como também em relação à deterioração visual, a ocupação desordenada, entre outros, motivou a Novamosanta a buscar parcerias para a elaboração do que foi chamado de “Projeto Distritos Petrópolis”, que visa melhor não só Itaipava, como os distritos.

Atualmente, o grupo – que é formado por pessoas interessadas no destino da região – está na fase de captação de recursos para a execução das duas primeiras fases do projeto. No total, são três: na primeira será feito um levantamento completo de dados técnicos da região. Um mapa sócio econômico ambiental. Já na segunda, eles entrariam no processo de discussão, com oficinas para analisar estes dados e identificar os principais pontos. Já a terceira seria propor o projeto urbanístico. A ideia é que ele seja implementado pelo governo.

– Logicamente, embora seja conduzido pela sociedade civil, queremos manter o maior contato possível com a prefeitura – explicou Márcio Cardoso, um dos membros da Novamosanta.

O grupo foi formado a partir da Associação de Moradores e Amigos de Santa Mônica, que, em 2009, ficou denominado apenas Novamosanta. Segundo integrantes, este é um grupo de pessoas empenhadas em desenvolver ações para melhorar a qualidade de vida nos distritos. Isso porque prejuízos estariam sendo causados pela falta de planejamento urbano, não só para as pessoas, como para o meio ambiente, o que é visto na região de Itaipava e arredores.

– Há um problema de falta de planejamento para os chamados distritos. O que a gente vê é que tudo é planejamento apenas para o primeiro distrito, para o Centro da cidade. Mas o crescimento desordenado, ainda mais com o processo de especulação imobiliária sem adequação da infraestrutura deixou uma situação caótica de trânsito. E a tendência é piorar muito. Isso sem falar na ocupação das margens dos rios, na falta de saneamento, falta de solução para desastre no Vale do Cuiabá – explicou.

Audiência Pública sobre a Revisão do Plano Diretor de Petrópolis com o Prefeito Rubens Bomtempo


A NovAmosanta tem a grande satisfação de convidá-lo para a reunião com o Exmo. Sr. Prefeito de Petrópolis Rubens Bomtempo sobre o Plano Diretor Municipal, com foco especial nos Distritos de Petrópolis.

A reunião é promovida em parceria com a UDAM – União Distrital das Associações de Moradores, entidade de Petrópolis que congrega inúmeras associações de moradores do município.

Audiência Pública sobre a Revisão do
Plano Diretor de Petrópolis
com o Prefeito Rubens Bomtempo

O plano diretor municipal precisa ser atualizado, conforme previsto na legislação e de forma a incorporar as demandas da população do município.A Prefeitura apresentará proposta de revisão do Plano e ouvirá os presentes para conhecer as necessidades e anseios da população, com o objetivo de incorporá-los ao Plano e seus desdobramentos.

Contamos fortemente com sua presença.

Quando:: Sábado, 20 de abril às 9 horas da manhã.
Local: Centro General Ernani Ayrosa – Auditório
Estrada Jerônimo Ferreira Alves 1701, Manga Larga, Itaipava, Petrópolis.
Transporte De forma a facilitar o acesso ao local foram programados 2 ônibus, gentilmente cedidos pela Prefeitura de Petrópolis, lotação total de 60 passageiros aproximadamente, os quais partirão do Terminal Rodoviário de Itaipava às 8:30 horas no dia do evento.
Documentos Úteis Para a Reunião: Como preparação para a reunião sugerimos a leitura dos documentos “Minuta de Lei” e “Diagnóstico do Plano Diretor” que podem ser acessados aqui (ver coluna à direita): site da Prefeitura, página com o Plano Diretor – clique aqui.
Visite o blog do projeto “Distritos de Petrópolis” (clique aqui)
Visite o blog da UDAM (clique aqui)

Diagnostico Sócio-Ambiental da Bacia da Manga Larga – Os Moradores Estão Agindo

Bom ver que a sociedade civil do Município de Petrópolis está ativa !

A Associação de Moradores e Amigos da Manga Larga (AMAM) contratou um trabalho de Diagnostico Sócio-Ambiental e vai apresentá-lo sábado próximo. É importante ir e conhecer o que estão fazendo. E como estão fazendo.

Eis o texto do convite enviado pela Lilian Lobato, presidente da AMAM:

“Associação de Moradores e Amigos da Manga Larga tem o prazer de convidá-lo para a apresentação do DIAGNOSTICO SÓCIO-AMBIENTAL DA BACIA DA MANGA LARGA, trabalho custeado pelos moradores do bairro com o objetivo de subsidiar a gestão sustentável desse território e a prevenção de riscos causados por eventos climáticos extremos.

A implantação de instrumentos de planejamento e gestão territorial direcionados à conservação  ambiental é uma necessidade urgente e atual, sobretudo na Região Serrana, no sentido de se preservar vidas humanas e seus bens materiais, assim como garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos.

Não deixe de comparecer !   Contamos com sua presença !”

Quando: sábado, dia 13 de abril, às 9:30 horas.
Local: Centro General Ernani Ayrosa – CGEA, Estrada Jerônimo Ferreira Alves, Manga Larga, Itaipava

Geotecnologias (SIGs) na Gestão Municipal (UERJ)

Ontem (9/4) ocorreu a palestra “Administração Municipal de Precisão”, na UERJ, no Rio de Janeiro. Muito interessantes a mesa redonda (que, de passagem, não era redonda) e as diversas apresentações.

Essa nota não é completa em relação aos assuntos tratados, mas dá uma idéia de pontos abordados.

Abertura e Mesa Redonda

Na introdução e na “mesa redonda” foram expostos vários aspectos da administração municipal, inclusive a necessidade de capacitação dos técnicos dos municípios.

Interessante o posicionamento da UERJ no sentido de ser fomentadora da troca de idéias e experiências entre as prefeituras do RJ, bem como a disposição em levar aos municípios o expertise disponível na Universidade.

Significativa do apoio do estado do Rio à iniciativa foi a presença, na mesa, de João Regazzi Gerk, Superintendente da Secretaria de estado de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.

Apresentações

O grande foco das apresentações foi o relato da adoção, por algumas prefeituras brasileiras (“algumas significa talvez uma dezena dentre as aproximadamente 5.000) de sistemas de sistemas de informação georeferenciados – SIGs).

Os sistemas de informação georeferenciados, colocam, em mapas dinâmicos, informações disponíveis sobre o município. (isso muito brevemente – voltaremos ao tema em outro post).

Apresentaram seus casos de implantação de GIS as prefeituras de Vitória, Belo Horizonte, S.Paulo e Rio de janeiro (esta não pudemos assistir).

Cada prefeitura tinha sua história de implantação de SIG, devido a fatores históricos e de tamanho do município.

Além das prefeituras, Marcelo Bialek (empresa Imagem) falou dos sistemas SIG e implantações em prefeituras de forma geral. É gerente de contas na empresa, representante da ESRI (distribuidor), fabricante do software ArcGIS.

O professor Richard Resl da Universidade de San Francisco de Quito fez uma apresentação, sobre “Exemplos Internacionais de uso das Geotecnologias na Gestão de Cidades.

Ao fim da apresentação o prof. Resl falou de um projeto, um “contraponto” ou “complemento” à geotecnologia para adminstração das cidades: o projeto “Geo-citizen Framework”, que permite ao cidadão identificar, relatar, discutir e resolver problemas de planejamento espacial localmente. Embora essa pareça o estágio final da introdução dos sistemas geo-referenciados na administração municipal, na verdade pode ser pensada como uma etapa paralela.

Alguns Tópicos

Adiante apresentamos alguns tópicos da reunião, de forma livre.

  1. Aparentemente o sistema ArcGIS, da empresa ESRI é líder de mercado na tecnologia.
  2. Há concorrentes, inclusive sem custo (a verificar)
  3. Algumas prefeituras iniciam o SIG pelo cadastro de arrecadação de IPTU, por dar retorno financeiro mais óbvio.
  4. Para implantação de um SIG é necessário que os dados da prefeitura que serão georeferenciados estejam disponíveis e sejam de qualidade.
  5. Um ponto de atenção é a manutenção dos dados, que deve e pode ser feita pelas áreas que o geram (não foram detalhadas as interfaces de sistemas usadas)
  6. Foram relatados casos de dificuldade nessa atualização. (deve ser preciso motivar o fornecedor da informação – uma forma clássica é que a própria entidade fornecedora se beneficie das informações rgistradas)
  7. É possível a conversão de informações tipo CEP em coordenadas latitude e longitude.
  8. Uma outra opção, também usada, é a geração das coordenadas no cadastramento de novas informações.
  9. Daí se conclui que pode haver um tratamento diferenciado para diversos cadastros da prefeitura, porém precisa haver uniformidade no tratamento básico dos dados, de forma a que o resultado seja harmônico e interoperável.
  10. O palestrante de Belo Horizonte falou de diversos sistemas “clientes”, cada um se adequando mais ás necessidades de uma área funcional.
  11. Permitem essa diversidade, mantendo uma base central unificadora das informações e o acesso à base através de “API”s (pontos técnicos de acesso para programas)
  12. No caso de Belo Horizonte foi feita modelagem formal (no sentido de informática) das entidades dos mapas. (ex informal: um município é um polígono, um distrito é um polígono, um município contem diversos distritos, etc…)
  13. A base de dasdos georeferenciadas de Belo Horizonte é Oracle, por razões anteriores. (podem ser usadas outras bases que acolham informações geo)
  14. Existem normalmente custos associados à obtenção dos mapas básicos, nos casos apresentados através de levantamento por sobrevoo.
  15. Um foco do georeferenciamento para prefeituras (que na verdade deveria ser foco para os demais sistemas de informação municipais) é o compartilhamento de informações.

Notas

Há formas de se hospedarem informações georeferenciadas em computadores alugados ou em serviços de hospedagem. (a própria ESRI oferece o serviço).  Isso minimiza a necessidade de administrar equipamentos mas coloca o problema de quais informações a prefeitura gostaria de colocar sob cuidados de  “a terceiros”, tanto por confidencialidade quanto por segurança. (essa questão se aplica, na verdade a qualquer sistema).

Algumas informações são, na verdade, públicas por natureza e, divulgadas, enquadram-se na chamada “transparência” administrativa. Outras talvez não.

Um passo (a nosso ver) inicial para a implementação de sistemas georeferenciados é um planejamento de informática que incluirá a determinação do estado dos sistemas atuais do município.

Nesse plano se inclui, mais cedo (como querem muitos) ou mais tarde, o georeferenciamento; trata-se de um projeto que pode ser mais ou menos ambicioso, pode incluir um piloto, precisa ter preocupação com a continuidade; a rigor isso vale para qualquer projeto.

Por hora ficamos por aqui.

Links

No momento apenas o link da palestra, já ocorrida:

http://www.amp.uerj.br/#